Setembro Amarelo

Setembro Amarelo — Escutar é Estar Presente
Setembro Amarelo · Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio

Escutar é estar presente

Todo dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. No Brasil, o mês inteiro carrega essa conversa — e conversa, quando feita com informação correta, salva vidas.

10/09 Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio
188 Ligação gratuita, sigilosa, 24h — CVV
Desde 2015 Movimento Setembro Amarelo no Brasil
Precisa conversar agora?
O CVV escuta, sem julgamento, 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Ligue 188
O movimento

Uma cor para tirar o tema do silêncio

O Setembro Amarelo nasceu no Brasil em 2015, ampliando a data de 10 de setembro — o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — para um mês inteiro de conscientização. A campanha nacional é hoje conduzida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em 2026, o CVV conduz a campanha sob o tema “Escutar é estar presente”, reforçando que a escuta atenta — sem pressa de aconselhar ou resolver — é, muitas vezes, o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional não enfrente esse momento sozinho.

10 SET · DIA MUNDIAL
Panorama técnico

O que os dados mostram

800mil
mortes por suicídio estimadas pela OMS a cada ano no mundo — uma a cada 40 segundos, cerca de 80% em países de renda média e baixa.
Fonte: OMS
15.507
óbitos por suicídio registrados no Brasil em 2021, média de 42 pessoas por dia.
Fonte: Ministério da Saúde
4ª
causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país, atrás apenas de causas externas como acidentes.
Fonte: Ministério da Saúde
-14%
de redução no risco de suicídio em regiões que contam com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) implantados.
Fonte: Ministério da Saúde

Estimativas da OMS indicam ainda que, para cada morte por suicídio, ocorrem entre 10 e 40 tentativas — um retrato de quão comum é o sofrimento silencioso e de quanto espaço existe para a prevenção funcionar.

Fundamentação técnica

Sinais que merecem atenção

O comportamento suicida tem determinantes multifatoriais — biológicos, psicológicos, culturais e sociais — e raramente decorre de um único evento isolado. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, a quase totalidade dos casos está associada a condições de saúde mental não diagnosticadas ou não tratadas adequadamente. Reconhecer sinais é o primeiro passo técnico da prevenção.

Mudança de padrão

Alterações perceptíveis de humor, sono, apetite ou desempenho, especialmente quando surgem junto com isolamento social.

Desesperança persistente

Falas sobre não ver saída, ser um peso para os outros, ou de que “as coisas não vão melhorar”.

Comportamento de despedida

Organizar assuntos pendentes, doar pertences ou se despedir de forma incomum de pessoas próximas.

Retraimento súbito

Afastamento repentino de atividades, amigos ou rotinas que antes eram importantes para a pessoa.

Histórico prévio

Tentativas anteriores ou luto por suicídio na família são fatores de risco reconhecidos que pedem atenção redobrada.

Falar sobre morrer

Comentários diretos ou indiretos sobre morte devem sempre ser levados a sério — nunca ignorados ou minimizados.

Escuta responsável

O que fazer — e o que evitar

Faça

  • Pergunte diretamente e com calma se a pessoa pensa em suicídio — isso não induz o comportamento, e sim abre espaço de acolhimento.
  • Escute sem interromper, sem julgar e sem tentar resolver tudo imediatamente.
  • Leve toda fala sobre morte a sério, mesmo que pareça “só um desabafo”.
  • Ajude a acionar apoio profissional: CAPS, CVV (188) ou, em risco imediato, SAMU (192).
  • Mantenha contato nos dias seguintes — o cuidado não termina na primeira conversa.

Evite

  • Minimizar o sofrimento (“é frescura”, “vai passar”) ou comparar com problemas de outras pessoas.
  • Prometer sigilo absoluto quando há risco real — buscar ajuda pode ser necessário.
  • Deixar a pessoa sozinha em um momento de crise aguda.
  • Detalhar métodos ou divulgar informações sensíveis sobre casos — isso é desaconselhado pelas diretrizes de comunicação segura da OMS.
  • Tratar o momento como fraqueza de caráter — é uma questão de saúde, multifatorial e tratável.
Rede de apoio no Brasil

Para onde encaminhar

Apoio emocional

CVV — 188

Ligação gratuita e sigilosa, 24h por dia, todos os dias do ano. Também disponível por chat e e-mail em cvv.org.br.

Rede pública de saúde mental

CAPS

Centros de Atenção Psicossocial do SUS oferecem acompanhamento contínuo e interdisciplinar para quem vive sofrimento psíquico.

Emergência

SAMU — 192

Em risco imediato à vida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deve ser acionado sem demora.

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Fontes consultadas

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) — estimativas globais de mortalidade por suicídio
  • Ministério da Saúde do Brasil — Boletins Epidemiológicos de Tentativas e Óbitos por Suicídio
  • Centro de Valorização da Vida (CVV) — cvv.org.br
  • Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e Conselho Federal de Medicina (CFM)
  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — Guia de Implementação para Prevenção do Suicídio
  • Movimento Setembro Amarelo — setembroamarelo.org.br

Este material tem finalidade informativa e de conscientização, elaborado com apoio de dados públicos oficiais. Não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento por profissional de saúde mental habilitado. Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento, procure o CVV pelo 188 ou o serviço de saúde mais próximo.

Fabricio Kraemer Nascimento · Nutricionista Clínico · CRN4 24100216 — conteúdo de apoio à campanha Setembro Amarelo
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